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Diário astronômico - Arquivo de notícias

Retrospectiva 2001

 de Astronomia e Astronáutica
NearAsteroide Eros

12 DE FEVEREIRO – POUSANDO EM UM ASTEROIDE

Antes de chegar em seu destino final, o asteroide 433 Eros, a sonda NEAR (Near Earth Asteroid Rendezvous) tirou fotos do cometa Hyakutake (em março/1996) e sobrevoou o asteróide 253 Mathilde (em junho/1997), fornecendo dez vezes mais dados que o previsto, incluindo quase 160 mil imagens de Eros. Com o fim da missão os técnicos tiveram uma idéia ousada: fazer a NEAR pousar na superfície de Eros. A proeza foi ainda mais fantástica porque a sonda não havia sido projetada para um pouso. E foi assim que, pela primeira vez, um engenho humano pousou em um asteróide, a mais de 316 milhões de quilômetros da Terra.

MirReentrada da Mir

23 DE MARÇO – INESQUECÍVEL MIR

De um lado, os custos de sua manutenção haviam se tornado insuportáveis para a Mãe Rússia, de outro os americanos, políticos habilidosos, faziam pressão para que apenas uma estação fosse o centro das atenções mundiais. Nada disso tirou a glória da Estação Espacial Mir, que após 15 anos de serviços tornou-se um marco da presença humana no espaço, abrigando em harmonia astronautas e cosmonautas de 12 nações. A reentrada da Mir na atmosfera terrestre naquela sexta-feira 23 de março causou grande comoção entre entusiastas da exploração espacial de todo o mundo.

Mars OdysseyMars Odyssey

6 DE ABRIL – UM ODISSÉIA EM MARTE

Sim, em 2001 houve uma odisséia no espaço. Numa tentativa bem sucedida de reiniciar a exploração do planeta vermelho, a NASA lançou o orbitador Odisséia em Marte (Mars Odyssey), a bordo de um foguete Delta 2. Ele chegaria ao seu destino em 23 de outubro daquele mesmo ano após percorrer 460 milhões de quilômetros no espaço. A viagem foi tão rápida por causa da oposição de Marte, ocorrida também em 2001.

Dennis TitoDennis Tito

28 DE ABRIL – UM TURISTA NO ESPAÇO

O primeiro turista espacial da história, o milionário americano Dennis Tito inaugurou a era das viagens “de lazer” ao espaço. Tito partiu do centro espacial do Kasaquistão para uma estada de uma semana na ISS, a Estação Espacial Internacional. Tito foi o 403° ser humano e o 253° cidadão norte-americano a viajar ao espaço, mas ao contrário dos anteriores, sua viagem foi adquirida como quem compra um cruzeiro pelo Caribe. Apesar da oposição da NASA a viagem transcorreu sem problemas.

MarteFace de Marte

25 DE MAIO – A NOVA FACE DE MARTE

Quando a Viking tirou as primeiras fotos em órbita de Marte, uma curiosa imagem mostrou-se incrivelmente semelhante a uma face humana. Foi uma longa espera até 1998, quando os sofisticados instrumentos da sonda Mars Global Surveyor mostraram uma imagem totalmente diferente. Com uma resolução dez vezes a resolução da melhor imagem da Viking, surgiu uma montanha corroída pelos fortes ventos marcianos. Nem todos ficaram satisfeitos. Então eles fizeram de novo. A imagem obtida em 2001 tem resolução superior e revela a verdadeira natureza da “Face de Marte”: uma formação geológica conhecida como mesa.

CeresCeres

2 DE JUNHO – FIM DO REINADO DE CERES

Por duzentos anos o asteroide Ceres reinou absoluto, com a majestade de seus 457 km de raio, o maior entre todos os asteróides conhecidos. Ceres foi descoberto em 1801 por Giuseppe Piazzi (1746-1826), que na época pensou ter descoberto um novo planeta. Mas em 2001, um grupo de astrônomos do observatório de Cerro Tololo, no Chile, descobriu um dos maiores objetos já observados em órbita do Sol: com cerca de 600 km de raio, 2001 KX76 está na região conhecida como Cinturão de Kuiper, além de Netuno, e agora é o maior asteróide do Sistema Solar.

EclipseEclipse

21 DE JUNHO – O SOL E OS SÍMIOS

Ocorre o primeiro eclipse solar total do novo milênio, o único em 2001. Foi visto em Lusaka, na Zâmbia, única capital completamente encoberta pela sombra da Lua, e onde o fenômeno atraiu milhares de pessoas. A escuridão também envolveu o Parque Nacional de Kafue, onde uma fato notável certamente entrará para a história dos estudos sobre o comportamento animal: 12 chimpanzés foram vistos apontando para o Sol durante a tolalidade!

ISSVisto do espaço

11 DE SETEMBRO – A TRAGÉDIA NÃO VEIO DO ESPAÇO

No final de julho um meteoro cruzou o céu em pleno dia e assustou quase toda a costa leste dos Estados Unidos. Motivados pelo susto os americanos fizeram avançar o seu programa de patrulhamento celeste. Não podiam imaginar que, embora o impacto desses objetos seja uma ameaça real, a tragédia que cairia sobre seu território não viria do espaço. A tripulação da Estação Espacial Internacional foi apenas uma testemunha silenciosa do horror por trás das nuvens de poeira das torres gêmeas do World Trade Center, que desmoronaram após serem atingidas por dois aviões, no mais severo ataque terrorista até então.

Deep Space 1Deep Space 1

22 de setembro – O CHEIRO DE UM COMETA

Sua missão já havia sido concluída desde 1999, mas a sonda Deep Space 1 (Espaço Profundo 1) teve direito a um bônus de alto risco. Ela passou a apenas 2.000 km do núcleo do cometa Borrelly e, superando as espectativas mais otimistas, obteve imagens em preto e branco e infravermelho da superfície, campos magnéticos e ondas de plasma ao redor do núcleo. Foi como “sentir o cheiro” do cometa. A sonda foi a primeira a testar uma tecnologia do futuro: a propulsão iônica, além de nada menos que doze novas tecnologias em sua missão principal para o planeta Marte e o asteróide Braille (1992 KD).

New HorizonsNew Horizons

19 DE SETEMBRO – NOVOS ORIZONTES PARA PLUTÃO

Em 2001, Plutão dividiu com Marte o centro das atenções no campo da exploração planetária. Em abril o presidente Bush havia condenado a missão, negando à NASA recursos para o seu desenvolvimento. Mas em novembro o Senado norte-americano aprovou um orçamento, após um esforço sem precedentes para convencer os políticos da importância em se aproveitar a última oportunidade em mais de uma década para uma visita ao único planeta até hoje não explorado no Sistema Solar. A equipe de desenvolvimento chama-se New Horizons (Novos Horizontes), e a chegada em Plutão poderá ser entre 2014 e 2018.

CLABase de Alcântara

31 DE OUTUBRO – ACORDO COM RESSALVAS

No Brasil, a Câmara Federal modifica o texto original do acordo sobre o lançamento de foguetes americanos no Centro de Lançamento de Alcântara, atendendo às pressões nacionalistas do Congresso. O parecer aprovado tira o poder dos Estados Unidos de vetar negócios brasileiros envolvendo mísseis e armamentos com países que não façam parte dos organismos mundiais reguladores do setor. O novo texto também obriga aos americanos repassar ao Brasil parte dos lucros provenientes dos lançamentos de satélites, que deve servir ao desenvolvimento de tecnologia nacional em lançamentos.

ParanalObservatório do Paranal

4 DE DEZEMBRO – OS NOVOS OLHOS DA TERRA

Por mais de dez anos o Telescópio Espacial Hubble tem sido o melhor observatório astronômico do mundo. Não por causa de alta tecnologia, mas especialmente porque está em órbita da Terra, longe das interferências atmosféricas. Mas agora na Terra há olhos ainda melhores que o Hubble. É o Observatório do Paranal, no Chile. Situado a dois mil metros de altitude, no deserto de Atacama, onde desfruta de até 350 dias de céu limpo por ano. O Paranal é na verdade um conjunto preciso de quatro telescópios com espelhos de 8,2 metros de diâmetro cada, já em funcionamento parcial.

WT24Aproximação de 1998 WT24

16 DE DEZEMBRO – PASSANDO PERTO – 16/12/01

Não havia risco de colisão, mas nem por isso os astrônomos desprezaram o asteroide 1998 WT24 durante sua máxima aproximação com a Terra. Afinal, a última vez que um asteroide com um quilômetro de extensão aproximou-se tanto foi em agosto de 1969. A quase a mesma distância ao Sol que a Terra, ele viaja pelo Sistema Solar interior e completa uma órbita a cada 222 dias, onde cruza as órbitas de Mercúrio, Vênus e Terra. Em 16 de dezembro de 2001 ele “errou a Terra” por uma distância equivalente a 3,7 vezes a distância média Terra-Lua.  Fim

 

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