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Astronáutica - Os pioneiros

Laika & Cia.

Diversos animais se anteciparam à aventura humana no espaço. Alguns se tornariam motivo de orgulho nacional – ou revolta, como Laika, o primeiro ser vivo a ficar em órbita da Terra, mas que não pôde ser trazida de volta em segurança.

Antes da cadelinha russa os americanos fizeram os macacos Albert 1 e Albert 2 voarem a bordo de um míssil V-2 capturado. Eles morreram durante testes balísticos no final dos anos 40. Durante a corrida espacial, russos e americanos enviaram outros cães e primatas ao espaço. Muitos regressaram são e salvos.

A França também estudou o comportamento de um gato num voo suborbital e o Japão enviou rãs à estação Mir. A China também fez testes com animais antecipando seu primeiro voo tripulado por humanos. Pequenos animais e plantas têm viajado a bordo do ônibus espacial americano. Conheça a seguir alguns desses ilustres heróis involuntários (você pode clicar em suas fotos para vê-los melhor).

Cães
Laika
Laika
Sputnik 2, URSS – 3 de novembro de 1957
Laika foi encontrada nas ruas de Moscou e se tornou o primeiro ser vivo a ir ao espaço. Ela orbitou a Terra seis vezes, mais que Yuri Gagárin e John Glenn. Sua cápsula não foi projetada para ser recuperada e queimou na atmosfera em 14 de abril de 1958. Laika morreu antes da reentrada. [Mais]
Bars e Lisichka
Bars e Lisichka
Voo de teste da Vostok, URSS – 28 de julho de 1960
O foguete explodiu durante o lançamento matando as cadelinhas Bars (Pantera) e Lisichka (Raposinha). Outra fonte afirma que o nome do primeiro cão era Chayka (Gaivota) e não Bars.
Belka e Strelka
Belka e Strelka
Sputnik 5, URSS – 19 de agosto de 1960
Belka (Esquilo) e Strelka (Flechinha) voaram junto com 40 camundongos, 2 ratos e algumas plantas. Strelka mais tarde teve seis filhotes, um dos quais foi dado ao Presidente Kennedy. Belka e Strelka foram os primeiros cães resgatados com vida de um voo suborbital.
Pchelka e Mushka
Pchelka e Mushka
Sputnik 6, URSS – 1 de dezembro de 1960
Pchelka (Abelhinha) e Mushka (Mosquinha) foram dois cães que passaram um dia em órbita. Devido a um mau funcionamento dos retrofoguetes, a cápsula reentrou na atmosfera num ângulo incorreto e foi destruída, matando seus passageiros.
Damka e Krasavka
Damka e Krasavka
Sputnik, URSS – 22 de dezembro de 1960
O foguete do estágio superior não funcionou e o voo foi abortado, As cadelinhas Damka (Pequena Dama) e Krasavka (Garota Bonita) foram resgatadas em segurança depois de um voo suborbital não planejado.
Chernushka
Chernushka
Sputnik 9, URSS – 9 de março de 1961
A cadela Chernushka (Neguinha) foi acompanhada por alguns ratos e um porco da Guiné. O voo foi um sucesso e abriu caminho para Yuri Gagárin.
Zvezdochka
Zvezdochka
Sputnik 10, URSS – 25 de março de 1961
Zvezdochka (Estrelinha) participou do último ensaio da Vostok 1. Esse cão antecipou o histórico voo de Yuri Gagárin, o primeiro homem no espaço.
Verterok e Ugolyok
Verterok e Ugolyok
Kosmos 110, URSS – 22 de fevereiro de 1966
Verterok (Brisa) e Ugolyok (Pequeno Saco de Carvão) ficaram 22 dias em órbita, até hoje um recorde canino de permanência no espaço, só ultrapassado por humanos em 1974 com a Skylab 2.

Primatas
Gordo
Gordo
Jupiter Missile AM-13, EUA – 13 de dezembro de 1958 
Gordo foi o primeiro primata (um macaco-esquilo) enviado ao espaço. Ele decolou de Cabo Canaveral num foguete Jupiter IRBM (Intermediate Range Ballistic Missile) para um vôo de 15 minutos, mas um defeito no mecanismo de flutuação da cápsula impediu o seu resgate e ela naufragou no mar.
Able e Baker
Able e Baker
Jupiter Missile AM-18, EUA – 28 de maio de 1959 
Able era uma fêmea de macaco rhesus e Baker um macaco-esquilo. Voaram a mais de 16.000 km por hora a uma altitude superior a 480 km. O voo foi um sucesso e a missão marcou o primeiro resgate com êxito de seres vivos enviados ao espaço. Sensores foram implantados cirurgicamente nos animais para transmitir seus sinais vitais. Durante a remoção dos mesmos, no entanto, Able morreu por causa da anestesia.
Sam
Sam
Mercury Little Joe 2, EUA – 4 de dezembro de 1959
Sam um macaco rhesus (Macaca mulatta) parte do programa Little Joe, usado para investigar os efeitos das altas acelerações, motivo pelo qual ele tinha um aparato especial para protegê-lo (foto). O animal foi recuperado com sucesso e conta-se que, no retorno ao laboratório, abraçou entusiasmado sua companheira, Miss Sam.
Miss Sam
Miss Sam
Mercury Little Joe 4, EUA – 21 de janeiro de 1960
Miss Sam era a namorada de Sam e seu voo foi um teste do sistema de fuga da cápsula Mercury. Também foi resgatada em segurança no oceano Atlântico, por um helicóptero da Marinha.
Ham
Ham
Mercury-Redstone 2, EUA – 31 de janeiro de 1961
O chimpanzé Ham realizou com sucesso um voo suborbital, encorajando os astronautas humanos, como Alan Sheppard, que repetiria o feito em maio do mesmo ano (um voo suborbital). Após o voo, Ham viveu no zoológico nacional de Washington, de onde foi transferido para outro zoo na Carolina do Norte. Seu nome foi uma homenagem ao Holloman Aerospace Medical Center, no Novo México. Ham viveu feliz com outros chimpanzés até morrer, anos mais tarde, do coração.
Enos
Enos
Mercury Atlas 5, EUA – 29 de novembro de 1961
Enos participou de mais de 1250 horas de treinamento na Força Aérea. Ele foi o segundo chimpanzé a ir ao espaço, realizando duas órbitas em torno da Terra e antecipando o voo do Coronel John Glenn, o primeiro norte-americano em órbita. Durante sua missão, um mau funcionamento fez a cápsula ficar descontrolada. Depois, o sistema de recompensa também apresentou problemas – e em vez de agradá-lo por uma atitude correta e puni-lo pela errada, os sinais se inverteram. Apesar disso o chimpanzé tomou as decisões corretas. Enos morreu logo depois de seu regresso.

Os chimpanzés foram oficialmente “aposentados” de seus serviços como astronautas. Hoje, nos Estados Unidos, nenhum deles pode mais ser recrutado para ir ao espaço. O mesmo vale para cães e gatos, embora esses animais nunca tenham voado em missões espaciais norte-americanas.

Outros
Felicette
Félicette
Veronique AGI 47, França – 18 de outubro de 1963
O CERMA (Centre d’Etudes et de Recherches de Médecine Aérospatiale) efetuou uma série de experiências médico-biológicas de 1963 a 1967 utilizando foguetes Veronique e Vesta. A gatinha Félicette foi a tripulante mais famosa dessas missões. Félicette vivia nas ruas de Paris antes de ser recrutada para ser o único felino que foi ao espaço até hoje (voo suborbital). Eletrodos cirurgicamente implantados em seu cérebro transmitiram impulsos neurológicos durante o voo.

Todos os lançamentos partiram de Hammaguir (HMG), na Argélia. Com o sucesso de Félicette, que regressou em segurança, foi tentado um novo voo com outro gato, em 1962, mas o animal não foi recuperado. Abaixo, a relação de voos destes experimentos do CERMA.

CERMA
Anita
Arabella e Anita
Estação Espacial Skylab, EUA – 28 de julho de 1973
Arabella e Anita foram as primeiras aranhas a ir ao espaço. Ideia do estudante Judy Miles de uma escola secundária norte-americana, que imaginou se as aranhas seriam capazes de tecer teias num ambiente de microgravidade.

Os cientistas da NASA gostaram da proposta e alojaram dois espécimes confortavelmente a bordo de um gigantesco foguete Saturno V modificado, de onde foram transferidas para a estação Skylab para uma estada de vários dias em órbita da Terra.

Esses astronautas de oito pernas, contudo, não retornaram vivos. Anita morreu em órbita pouco antes de voltar à Terra, e Arabella foi encontrada morta após o regresso de sua cápsula. Seus corpos permanecem até hoje em exposição no museu Smithsonian.

Projeto Bion
Projeto Bion
Entre 1973 e 1996, a Rússia e a antiga União Soviética lançaram 11 satélites chamados Bion (diagrama ao lado), levando seres vivos.

Os parceiros na época incluíam, entre outros, a Comunidade dos Estados Independentes, Checoslováquia, Canadá, China, Alemanha, Agência Espacial Europeia, França, Polônia, Ucrânia e Estados Unidos.

A série Bion eram naves Vostok modificadas, lançadas a partir do Kosmodrome, norte da Rússia. Elas levaram ao espaço ratos, rãs, peixes, macacos, insetos e tartarugas, além de células, sementes, fungos e plantas.

Bion
STS 51-B
Challenger – Missão STS 51-B
EUA, 21 de abril de 1985

A NASA iniciou uma série de voos dos ônibus espaciais carregando animais vivos na missão STS 51-B, em 1985. Dois macacos-esquilo e 24 ratos albinos ficaram no Spacelab, um laboratório reutilizável a bordo do Challenger. Os animais propositadamente não receberam nomes e um dos macacos sofreu da Síndrome de Adaptação ao Espaço, comum em alguns astronautas iniciantes em seus primeiros dias em órbita. Todos os animais regressaram com boa saúde.
STS 90
Columbia – Missão STS 90
EUA, 17 de abril de 1998

O Spacelab do ônibus espacial Columbia abrigou nesta missão uma grande número de animais, entre ratos recém-nascidos (170), peixes de aquário (229), lesmas (135), larvas (1500), algumas ostras e uma rata prenha. Em órbita, os astronautas conduziram estudos sobre como o ambiente de microgravidade influencia o cérebro e o sistema nervoso dessas espécies.
STS 107
Columbia – Missão STS 107
EUA, 1 de fevereiro de 2003

Esta foi a trágica missão do ônibus espacial Columbia que resultou na morte dos sete astronautas durante a reentrada, após 16 dias em órbita. Muitos animais e plantas também estavam a bordo, como bichos-da-seda, aranhas, abelhas, peixes, minhocas, rosas, musgos, fungos e bactérias.

Surpreendentemente, entre os destroços encontrados estava um contêiner com minhocas vivas. Alguns musgos também foram encontrados junto aos fragmentos da nave.

 

Laika e os cosmonautas
Missões espaciais

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