Novidades do Espaço ExteriorAntena
 Ano II - Nº 73

Com a nossa cara
Spaceflight Now - 13 de junho de 2002

Um professor de Astronomia na Universidade da Califórnia em Berkeley e um astrônomo do Instituto Carnegie de Washington, anunciaram a descoberta de um planeta semelhante a Júpiter em órbita de uma estrela parecida com o Sol.

Não é a primeira vez que se descobre um planeta semelhante a Júpiter em torno de outras estrelas. Mas eles ficam sempre muito próximos de seus sóis (os chamados "Júpiters quentes") e suas órbitas são muito alongadas.

O planeta recém-descoberto pertence a estrela 55 Cancri, na constelação de Câncer, da qual dista 5.5 UA (825 milhões de km), comparável à distância entre Júpiter e o o Sol, de 5.2 UA (780 milhões de km). Sua órbita leva aproximadamente 13 anos, comparável ao período orbital de Júpiter, de 11,86 anos. Mas ele tem de 3,5 a 5 vezes a massa de Júpiter.

A estrela 55 Cancri está a 41 anos-luz da Terra e tem cerca de 5 bilhões de anos, mesma idade do nosso Sol. Tais características fazem desse sistema planetário o melhor candidato para imagens diretas quando o Terrestrial Planet Finder for lançado no final desta década. No momento, não é possível observar planetas rochosos pequenos, como a Terra, em outros sistemas.

O número de planetas conhecidos fora do nosso sistema solar já chega a 90 – e todos de grande massa. É bastante provável que em vários desses sistemas existam planetas e satélites menores. Entre todos, o sistema de 55 Cancri é o mais parecido com o nosso. Imaginar uma outra Terra, com vida inclusive, é mais que mera especulação. É tentador.

Rochas perigosas
BBC Brasil - 12 de junho de 2002

Astrônomos norte-americanos identificaram um grupo de 39 asteroides com características orbitais notavelmente similares. Os dois maiores têm 19 e 14 km de diâmetro, e os demais entre 2 e 7 km. Todos localizados no cinturão principal, entre os planetas Marte e Júpiter e têm uma origem comum: uma recente colisão de um asteroide de 25 quilômetros de diâmetro e cerca de 5,8 milhões de anos.

A descoberta foi anunciada na última edição da revista britânica Nature. Com isso, astrônomos agora poderão estudar os resíduos de uma colisão desse tipo, buscando respostas para questões como em que condições se fragmenta um asteroide? O que ocorre com seus fragmentos? Em que medida esses fragmentos podem causar novos choques?

A velocidade do deslocamento destes asteroides, pequena apesar de sua origem cataclísmica, levou os pesquisadores a pensar que tais corpos poderiam agrupar-se novamente, segundo o mesmo mecanismo de formação dos planetas.

A fragmentação de Karin, o asteroide que foi formado, poderia por outro lado ter causado a nuvem de poeira descoberta nas proximidades da Terra pelo satélite norte-americano IRAS (Infra-Red Astronomical Satellite) em 1983. E igualmente ter produzido chuvas de meteoros – e meteoritos.