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 Ano VI - Nº 276

Os novos asteroides de Netuno
Carnegie Institution of Washington - 16 de junho de 2006

São chamados de Troianos os asteroides que acompanham e seguem Júpiter – na própria órbita do planeta gigante. A denominação faz alusão aos heróis da lendária Guerra de Tróia, e a localização desses objetos se deve a uma região de equilíbrio gravitacional com o Sol chamada Ponto de Lagrange.

Troianos podem pertencer a qualquer planeta, inclusive a Terra, mas eles são mais comuns na órbita de planetas maciços, como os quatro gigantes gasosos do Sistema Solar. Por isso a recente descoberta de três asteroides desse tipo na órbita de Netuno quadruplicou a população dos troianos desse mundo azul.

Os troianos de Netuno são agora a quarta maior população de asteroides em órbita estável do Sistema Solar. As outras são o cinturão principal, entre Marte e Júpiter, o cinturão de Kuiper, além da órbita de Netuno e, é claro, os troianos de Júpiter. A observação dos novos asteroides foi feita por astrônomos da Instituição Carnegie e do Observatório Gemini, no Havaí.

Luas que vem e vão
Science@Nasa - 9 de junho de 2006

Se você ainda é daqueles que pensam que a Lua é o único satélite natural da Terra, é hora de revisar os seus conhecimentos. Nosso planeta tem não somente um, mas vários satélites naturais.

É verdade que nenhum deles é tão belo e notável quanto a Lua. Mas o fato é que vários asteroides, objetos de pequenas dimensões e formatos irregulares, compartilham a órbita terrestre.

São os coorbitais. A maioria dos asteroides que se aproximam da Terra simplesmente segue viagem. Porém, uns poucos passam a descrever uma trajetória curiosa ao redor da Terra. Do nosso ponto de vista, elas até se parecem com ferraduras ou saca-rolhas.

Esses asteroides não são propriamente prisioneiros da gravidade terrestre, apenas acompanham provisoriamente nossa órbita em torno do Sol. Atualmente os astrônomos conhecem pelo menos quatro “luas adotivas da Terra”. São eles 2003 YN107, 2002 AA29, 2004 GU9 e 2001 GO2.

Suas presenças podem ser passageiras – ou nem tanto. 2003 YN107 chegou à nossa vizinhança em 1999 e já está de partida. Já 2004 GU9 (um dos mais interessantes, com cerca de 200 metros de diâmetro) está dançando em volta da Terra há 500 anos e pode continuar conosco por mais 500.

Outra lua que está indo embora é 2003 YN107. Sua trajetória o trará um pouco mais perto de nós do que de costume: apenas 3,4 milhões de quilômetros. A gravidade da Terra irá, então, impulsioná-lo para longe. Mas não muito longe: em 60 anos ele voltará a circular o centro de gravidade do sistema Terra-Lua.