Novidades do Espaço ExteriorAntena
 Ano VI - Nº 270

Oceanos de areia em Titã
Space.com - 4 de maio de 2006

Imagens recentes de Titã, a maior lua de Saturno, trazem a lembrança de alguns desertos famosos da Terra. As fotos, obtidas pela sonda Cassini em outubro do ano passado e divulgadas agora, mostram dunas de areia ao longo da linha do equador do satélite, muito parecidas com fotos de satélite do deserto do Saara.

“É bizarro”, disse Ralph Lorenz da Universidade do Arizona. “Essas imagens de uma lua de Saturno são como imagens de radar da Namíbia ou Arábia”.

Na Terra, o vento é resultado das diferenças de temperatura do ar, produzidas pelo aquecimento desigual do planeta. Mas, segundo os cientistas, Titã está muito longe do Sol para que ventos dessa natureza estejam produzindo as dunas.

Porém, sabe-se que o puxão gravitacional de Saturno sobre Titã é 400 vezes maior que as forças que produzem o fluxo de marés na Terra, provocadas pela ação do Sol e da Lua. Em Titã, são as forças de maré que remexem a atmosfera, produzindo ventos que atuam principalmente próximos ao solo – esculpindo dunas de areia com 100 metros de altura, todos os dias.

Os “ventos de maré” de Titã se combinariam com a circulação atmosférica normal da lua, de oeste para leste, desenhando dunas assim alinhadas em quase todos os lugares, exceto perto de montanhas.

As areias de Titã poderiam ter se formado quando metano líquido proveniente de chuvas corroeu a superfície congelada. Embora não chova freqüentemente em Titã, quando acontece pode ser realmente uma inundação. E chuvas que ativam enchentes repentinas podem ser um mecanismo fazedor de areia, segundo Lorenz.

As novas descobertas serão particularmente úteis para o planejamento de novas missões robóticas para Titã, quando um balão poderá ser inflado na lua para estudar sua atmosfera durante meses, quem sabe anos.

O puxão de Júpiter
Science@Nasa - 6 de maio de 2006

Você vem sentindo uma necessidade irresistível de olhar o céu este mês? Cuidado, pode ser o puxão de Júpiter.

O maior planeta do Sistema Solar está 320 milhões de quilômetros mais perto de nós que há seis meses. É o melhor tempo para observá-lo.

Grande e brilhante, Júpiter é inconfundível no céu. Especialmente na noite da próxima quinta-feira, 11 de maio, quando a Lua lhe servirá de guia. Procure na direção do poente após o Sol se pôr. Júpiter brilha dez vezes mais que qualquer estrela das redondezas.

Ao telescópio amador o planeta revela sua forma achatada, resultado de um dia que dura menos da metade do terrestre, e a Grande Mancha Vermelha, um furacão que existe há séculos e onde caberiam dois planetas iguais ao nosso.

Finalmente, a propósito da brincadeira feita no início desta matéria, não se preocupe. Você não pode sentir a força gravitacional de Júpiter daqui. É fácil demonstrar isso: embora Júpiter seja 318 vezes mais maciço que a Terra, está a 660 milhões de quilômetros de distância.

De acordo com a Lei da Gravitação Universal, a força gravitacional de Júpiter sentida na Terra é 34 milhões de vezes mais fraca que aquela imposta pelo nosso planeta neste momento. Então, o puxão de Júpiter está todo na sua mente. Assim mesmo, deixe-se levar por ele e procure o planeta gigante no céu este mês.