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Sistema Solar

Saturno, o senhor dos anéis

Pergunte a qualquer um: qual o planeta mais bonito do Sistema Solar? Talvez alguns digam que é a Terra, esse pequeno mundo azul maltratado por uma espécie que vive aqui há cerca de dois milhões de anos (menos de 0,2% da idade do planeta). Mas a maioria, principalmente os que já tiveram a oportunidade de ver imagens reais dos planetas, dirá que é Saturno.

Em parte pelo seu tamanho, quase tão grande quanto Júpiter; em parte pelo magnífico conjunto de anéis brilhantes, quase um símbolo da Astronomia planetária.

Por dentro de Saturno
POR DENTRO DE SATURNO  1-Núcleo rochoso; 2-Hidrogênio metálico, 3-Hidrogênio líquido e 4-Atmosfera.

Composição e atmosfera

Saturno possui uma composição média parecida com a do Sol. Uma diferença é que o modelo atualmente aceito para sua estrutura interna apresenta um núcleo rochoso composto por óxidos de ferro e magnésio, silício e sulfureto de ferro, entre outros (totalizando até 25% da massa).

Cerca de 50% de seu raio é ocupado por hidrogênio metálico líquido, que só existe sob pressões milhões de vezes superior à pressão ao nível do mar. Acima desta camada, um invólucro de hidrogênio molecular e hélio estende-se até os limites visíveis da atmosfera de Saturno.

Em Saturno, os ventos que sopram na direção leste são muito mais rápidos que o mais poderoso furacão da Terra, movendo-se com até 70% da velocidade do som. Em nosso planeta, a proximidade com o Sol é a fonte de calor necessária à circulação dos ventos.

No caso de Saturno, há uma fonte interna de calor, o que também explica porque emite o dobro da radiação infravermelha que recebe do Sol. Provavelmente consequência da compressão do hélio nas regiões centrais da atmosfera.

Curiosidades sobre Saturno

SaturnoOs anéis de Saturno são formados por uma miríade de cristais de gelo e rocha, pequenos como grãos de arroz ou grandes como uma casa. Toda a estrutura tem cerca de 275 mil quilômetros de largura, mas não ultrapassa 1 km de espessura.

SaturnoO brilho dos magníficos anéis desse planeta é devido ao reflexo da luz solar nos cristais de gelo. Sua estabilidade é garantida, em parte, pelos satélites pastores, que desempenham complexas relações de equilíbrio. A lua Mimas, por exemplo, é responsável pela falta de matéria na divisão de Cassini, e Pan, pela divisão de Encke.

Por que Saturno?
Na mitologia grega, Saturno é Cronos, deus do tempo. A escolha deveu-se ao fato dos povos antigos já terem percebido que a trajetória de Saturno no céu levava mais tempo que a dos outros quatro planetas visíveis a olho nu, incluindo Júpiter, filho de Saturno.

SaturnoA origem dos anéis não está plenamente esclarecida: caso tenham sido formados junto ao planeta não são um sistema estável e o material precisará ser reposto periodicamente, ou desaparecerão um dia.

SaturnoNo volume ocupado por Saturno cabem 760 Terras com folga. Porém sua massa é apenas 95 vezes maior que a terrestre, o que resulta numa densidade menor que a da água. Resultado: se fosse possível colocar o planeta numa enorme piscina ele flutuaria!

SaturnoA baixa densidade também pode ser confirmada por outra característica notável de Saturno: ele é o planeta mais achatado de todo o Sistema Solar. O diâmetro polar é 10% menor que o equatorial. O mesmo fenômeno ocorre em Júpiter, mas a diferença é de 6%.

SaturnoEnquanto se passa um ano em Saturno, na Terra você envelheceu quase 30 anos. O planeta fica, em média, 9,5 vezes mais longe do Sol do que a Terra, por isso recebe quase 100 vezes menos luz e calor que a Terra.

SaturnoDurante alguns anos acreditou-se que Titã seria a maior lua de Saturno e também de todo o Sistema Solar. Essa hipótese foi baseada em medidas feitas por telescópios na Terra, considerando a densa atmosfera de Titã. Coube à Voyager 1 devolver o título de maior satélite para Ganimedes, de Júpiter.  Fim

 

Saturno em números  
A família do Sol

Referências (fontes consultadas)
• Astronomia. v 1. Rio de Janeiro: Rio Gráfica, 1985. p. 97-108.
• Beatty, J. K., O’Leary, B., Chaikin, A. The New Solar System. New York: Sky Pub. Corp., 1981. 224 p.
• Cayeux, André de, Brunier, Serge. Os planetas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1985. p. 41-43.
• Universo. São Paulo, Abril, p. 141-147, 1999.
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