Astronomia no Zênite
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O Sistema Solar virtual

Conforme visto em “Astro-escala”, muitos países do mundo exibem grandes modelos do Sistema Solar, construídos numa proporção que respeita os tamanhos relativos e as distâncias dos planetas ao Sol. Modelos menores, como visto em “O Sistema Solar no Parque”, podem ser percorridos a pé e os astros são identificados por pequenas placas.

Ao optar por representar os planetas como grandes esferas, implicamos numa escala final muito maior, destinada a ser percorrida de carro, moto ou, no mínimo, em demoradas jornadas de bicicleta.

Modelos assim são belos e podem chamar bastante atenção, mas também são mais custosos e burocráticos, pois acaba sendo necessário negociar licenças para montar e exibir os modelos dos planetas ao longo de uma rodovia ou em espaços públicos. Sem falar na manutenção.

Placa de Netuno, numa escala do Sistema Solar na Austrália
A AUSTRÁLIA tem uma das maiores escalas do mundo. Foto: Dominic Wyss.

E assim cria-se um impasse: modelos reduzidos são mais simples, baratos e rápidos de fazer, mas os planetas serão diminutos a ponto de não conseguirmos representá-los decentemente. Grandes escalas permitem representações mais atraentes dos astros envolvidos, mas vão se estender por muitos quilômetros, tornando-se também muito dispendiosas.

Uma saída é precisamente a que apresentamos aqui ─ e que chamamos de Sistema Solar virtual.

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Órbitas no mapa

O gerador que trazemos a seguir lhe permitirá “montar” uma escala de distância (virtual) dos planetas do Sistema Solar com a extensão que desejar. Basta escolher um tamanho para o Sol e o centro da sua escala, onde esse “astro-rei virtual” será posicionado ─ e será fornecido um mapa rodoviário (ou uma vista de satélite) mostrando a posição das órbitas dos planetas.

Repare nas possibilidades! Se você está habituado a fazer uma mesma rota na estrada, essa rotina pode se transformar numa viagem diferente, onde certos pontos agora serão a posição orbital dos planetas do Sistema Solar, desde seu ponto de partida.

Este Sistema Solar virtual também pode ser usado em sala de aula (inclusive aulas remotas, claro). Estendendo as órbitas dos planetas sobre a área do seu estado e regiões vizinhas, o espaço geográfico passa a ser um aliado das aulas de Física ou Ciências.

O mapa gerado ainda pode ser exposto em planetários e observatórios (online ou impresso em pôster, por exemplo). Conceitos astronômicos poderão se mesclar com diversos conhecimentos regionais.

Para começar, você vai precisar das coordenadas geográficas do local onde posicionará o Sol. E isso é muito fácil de obter. Se quiser apenas uma cidade, pode utilizar o nosso Banco de Dados das Cidades Brasileiras e copiar a latitude e longitude no formato decimal para o gerador abaixo.

Se preferir localizar o Sol de forma mais precisa, basta abrir o Google Maps, escolher cuidadosamente o local (pode ser a sua casa, sua escola etc), clicar com o botão direito do mouse sobre essa localização e copiar os dois números que aparecem no menu flutuante. Respectivamente, a latitude e a longitude (apenas 6 casas decimais serão suficientes).

No gerador você também precisa escolher o tamanho do Sol, que definirá, afinal, o tamanho da sua escala. Sugerimos tentar valores relativamente grandes, acima dos 20 ou 50 metros. Isso vai depender de até onde você vai desejar que o seu Sistema Solar virtual se estenda.

E OS TAMANHOS?

Você criou um Sistema Solar virtual, com as órbitas dos planetas se estendendo sobre uma grande área num mapa. Tudo feito a partir da escolha de um ponto central com o Sol em escala reduzida… Mas de que tamanho ficariam os planetas? Para descobrir, basta acessar o artigo Astro-escala e colocar na calculadora o diâmetro escolhido para o Sol, lembrando que, nesse caso, o valor deve estar em milímetros (1 metro = 1000 mm), pois lá, a ideia é a elaboração de modelos menores do Sistema Solar (que cabem numa rua, no pátio da escola ou mesmo no seu quarto), embora nada impeça que a calculadora seja utilizada para o tipo de Sistema Solar proposto aqui.

Lembre-se de que essas órbitas estarão sobre um geoide (a superfície da Terra). A distância do Sol aos planetas considera a curvatura do planeta, pois esse recurso serve, em última instância, para montar uma escala física, um Sistema Solar em miniatura em nosso mundo.

Gerador do Sistema Solar virtual

Diâmetro do Sol:
Latitude:
Longitude:
Representação completa [?]   Somente os planetas


EXPERIMENTE  Ao utilizar o gerador, uma nova janela gerada pelo Google Maps© se abre mostrando o Sol centrado nas coordenadas escolhidas com as órbitas dos planetas ao redor dele. Para identificar quem são, basta clicar sobre as órbitas. Repare que as faixas indicam as distâncias máximas e mínimas que esses planetas ocupam a partir do Sol.

É claro que é possível passar do virtual para o real, isto é, usar este gerador para construir uma escala do Sistema Solar que possamos realmente percorrer. Só não vai sair barato. Imagine um modelo do Sol com 90 metros de diâmetro localizado no centro geográfico da cidade de São Paulo, a Praça da Sé (latitude -23.550459 e longitude -46.634007). O tamanho do Sol não é aleatório. Corresponde aproximadamente à altura das torres da catedral, localizada nesta praça.

Nessa escala, a Terra seria um globo com 82 cm e sua órbita se estenderia do Jardim Botânico até o Parque da Cantareira. Marte, com 44 cm, poderia ser encontrado pelas bandas de Guarulhos, enquanto Saturno (com respeitáveis 7,5 m) passearia pela baixada santista. O planeta anão Plutão ficaria com apenas 15 cm e teria de ser posicionado depois da cidade do Rio de Janeiro.

Do sertão para o mar

As opções são ilimitadas. Certa vez propomos uma escala do Sistema Solar para o Rio Grande do Norte. O Sol teria 75 m de diâmetro e ficaria na cidade de Mossoró, em pleno sertão nordestino. Netuno, deus dos mares da Mitologia Grega e último planeta do Sistema Solar, seria posicionado perto da Fortaleza dos Reis Magos, em Natal.

Os planetas seriam representados por esculturas de metal feitas por um artista potiguar, sendo dispostos, em parte, na BR-304 que conecta as duas cidades e é uma das mais importantes do estado. Como pode imaginar, os recursos (públicos) para esse projeto nunca foram liberados.

Mas uma escala do Sistema Solar entre essas cidades nunca deixou de ser uma possibilidade virtual… 😉 Fim

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Astro-escala
O Sistema Solar no Parque
Escalas do Sistema Solar pelo mundo 

Referências (fontes consultadas)
• Enevoldsen, K. Solar System Scale Model Calculator. Disponível em <https://thinkzone.wlonk.com/SS/SolarSystemModel.php>. Acesso em 2 fev 2021.
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