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Astronomia no Zênite
Constelações

O mês do Cruzeiro

O Cruzeiro do Sul é uma constelação típica do fim do outono. É a menor de todo o céu e nunca é visível acima dos 35 graus Norte de latitude (o que abrange todo o continente europeu e uma boa parte da América do Norte e Ásia). Mas é uma velha conhecida no hemisfério sul, em países como o Brasil, Austrália e Nova Zelândia (entre outros), que a festejam em suas bandeiras nacionais.

Cruzeiro do SulDESTAQUE em várias bandeiras e insígnas, o Cruzeiro do Sul é a menor constelação de todo céu.

A bandeira do Brasil, aliás, não exibe apenas o Cruzeiro do Sul. Desde que foi criada, nela há também estrelas das constelações do Escorpião, Cão Maior, Cão Menor, Virgem, Triângulo Austral, Argus e Oitante. Com a inclusão de novos estados, também foram acrescentadas estrelas de Hidra Fêmea.

Hoje há 27 estrelas de 9 constelações diferentes na bandeira, uma para cada estado, mais uma para o Distrito Federal.

De todas as nove constelações que aparecem na bandeira do Brasil, apenas três são tem suas formas facilmente reconhecíveis no céu: o Escorpião, o Cruzeiro do Sul e o Triângulo Austral.

Guardas

Apesar da bandeira fazer uma referência ao céu de 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República, a melhor época para ver a constelação do Cruzeiro do Sul no céu é o mês de maio. Esta é a ocasião em que o eixo maior da cruz está na vertical, como estilizado na bandeira.

Contudo, o círculo central da bandeira do Brasil representa uma esfera celeste e não um aspecto do céu. Isso significa que as estrelas estão espelhadas em relação ao céu real. É como se a bandeira refletisse algumas constelações do céu.

Bandeira
REFLEXO.  Não é, como muitos dizem, um “aspecto do céu”. A bandeira do Brasil está mais para um “céu refletido”, como se o círculo central fosse um espelho d’água. Por isso as constelações estão invertidas.

Para encontrar o Cruzeiro do Sul é suficiente olhar o céu sobre o horizonte sul por volta das 21 horas durante o mês de maio de qualquer ano. Nesse horário, o Cruzeiro estará ligeiramente inclinado para o Leste no início de maio, ficando mais e mais na vertical à medida que o mês avança.

Duas estrelas muito brilhantes estão sempre à esquerda (ou à Leste) do Cruzeiro, como se formassem uma seta a indicar sua localização no céu. Não é à toa que elas são conhecidas como as “Guardas do Cruzeiro”. Guie-se pelas Guardas para não confundir o Cruzeiro com outra constelação.

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Estrelas

O Cruzeiro do Sul é formado por quatro estrelas brilhantes. No pé da cruz está a estrela Alfa da constelação, chamada Acrux (ou ainda Estrela de Magalhães). Vista através de um telescópio possante, Acrux revela um segredo: na verdade são duas estrelas, uma girando em volta da outra! Cada uma delas tem cerca de uma vez e meia o tamanho do Sol. Na bandeira do Brasil, Acrux representa o estado de São Paulo.

A segunda estrela mais brilhante (Beta) está no braço esquerdo da cruz e recebe o carinhoso nome de Mimosa. Mas não se engane. Ela é uma gigante azul com quase cinco vezes o diâmetro do Sol.

Se todas as estrelas do Cruzeiro estivessem a mesma distância de nós, seria Mimosa a mais brilhante delas. Na bandeira, a estrela Beta do Cruzeiro do Sul representa o Rio de Janeiro.

Gama do Cruzeiro está no topo da cruz e chama-se Gacrux (ou Rubídea). Delta fica no braço Oeste e seu nome é Pálida. Na bandeira, GacruxPálida representam, respectivamente, Bahia e Minas Gerais.

Com algum esforço podemos ver uma quinta estrela entre AcruxPálida, que na bandeira do Brasil está representando o Espírito Santo. Ela não ajuda no reconhecimento de uma cruz, mas também não atrapalha. Talvez por isso tenha sido chamada simplesmente de Intrometida. Artigo de Astronomia no Zênite

Cruzeiro do Sul
A CRUZ E AS GUARDAS  Fica mais fácil encontrar o Cruzeiro no céu com a ajuda da duas estrelas brilhantes à sua esquerda. Clique na foto para ampliar e ver mais detalhes.

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História das constelações ocidentais
A Bandeira Nacional Brasileira 

Publicação em mídia impressa
Costa, J. R. V. O mês do Cruzeiro. Tribuna de Santos, Santos, 16 mai. 2005. Caderno de Ciência e Meio Ambiente, p. D-2.
Créditos: Costa, J.R.V. O mês do Cruzeiro. Astronomia no Zênite, 18 mai. 2016. Disponível em: <https://www.zenite.nu/o-mes-do-cruzeiro>. Acesso em: 19 out. 2021.
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