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E se fosse possível?

As naves se deslocando pelo espaço fazem barulho nos filmes, seja em obras de ficção fortemente apoiadas na Ciência, como Jornada nas Estrelas, ou em fantasias espaciais como a empolgante Guerra nas Estrelas. Só que o som não se propaga no espaço.

Ora que bobagem… Qualquer aspirante a geek que se preze sabe disso. Vivemos num mundo de sons e isso é o que importa para nós. Ponto.

Há situações muito mais bizarras, como trazer à Lua para a mesma distância orbital da ISS, a Estação Espacial Internacional, por exemplo. Coisas que seriam, senão altamente improváveis, certamente catastróficas.

Assim mesmo é divertido pensar nelas. Além de científico também! Selecionamos aqui algumas dessas “improbabilidades”. Situações que decerto nunca viveremos, utopias para satisfazer os sentidos mais exigentes – e exercícios para uma mente saudável, que jamais pode dispensar a imaginação.

Um luar diferente

A Lua é nossa companheira de viagem desde antes mesmo de haver vida neste mundo. Para nós ela é essencial ─ e nada invisível! Mesmo assim muitas vezes nem a notamos no céu.

E se a substítuíssemos pelos planetas do Sistema Solar? Se os trouxessemos para a mesma distância orbital em que se encontra a Lua, como os veríamos no céu? O vídeo a seguir é científicamente acurado nessa representação mas, naturalmente, ignora as muitas implicações de tal façanha, como as forças de maré (influência gravitacional mútua entre dois astros), que fariam a atual amplitude entre preamar e baixa-mar tão pequena quanto a água que escorre de um copo cheio.

NÃO DÁ PRA INGORAR quando certos planetas surgem no horizonte. Vídeo da Yeti Dynamics.

A Lua de (muito) perto

A Lua é também o corpo celeste mais próximo da Terra. E ela está incrivelmente perto. O planeta que consegue atingir a menor distância da Terra (Vênus) ainda estaria mais de 100 vezes mais longe de nós que a Lua. E mesmo assim a distância da Lua é considerável: cerca de 382 mil quilômetros (valor médio, pois o satélite pode se aproximar até 356.372 km e se afastar até 406.720 km da Terra).

Em escala
EM ESCALA  Terra e a Lua numa representação que respeita as dimensões e a distância entre os astros. A linha amarela representa as possíveis variações de distância do satélite, pois sua órbita não é circular. Clique na imagem para ampliar.

Se fosse possível ir à Lua de carro numa velocidade constante de 100 km/h você demoraria cerca de 160 dias! Para efeito de comparação, a ISS viaja em volta da Terra bem mais perto: em média a 408 km. Isso é um pouco menos que a distância rodoviária entre Rio de Janeiro e São Paulo (434 km).

Já pensou se a Lua girasse em volta da Terra à mesma distância? – Nem quero pensar! Diria um astrônomo. – As forças de maré destruiriam o satélite, além de provocar danos incomensuráveis na Terra.

Certo… Mas não seja estraga-prazeres! Neste reino do “E se fosse possível” podemos nos concentrar apenas no efeito visual que isso traria. E que efeito! O vídeo abaixo nos dá um gostinho de como seria observar a olho nu detalhes da superfície lunar (que hoje só conseguimos ver com um telescópio) tão nítidos que levaria o conceito de superlua a outro nível. Confira!

À MESMA DISTÂNCIA  Aprecie a Lua numa realidade fastástica onde ela orbitaria a Terra como a Estação Espacial Internacional. Créditos: Yeti Dynamics.

Planetas em linha

E já que trouxemos os planetas para a mesma distância da Lua, que tal uma “pequena” variação neste tema? É que se você fizer as contas, a distância que nos separa da Lua pode ser grande o bastante para comportar todos planetas do Sistema Solar lado a lado, e até com alguma folga!


#TAMOJUNTO  Todos entre a Terra e a Lua. Clique para ampliar.

Diâmetro dos planetas (km)
 Mercúrio 4.879
 Vênus 12.104
 Marte 6.794
 Júpiter 142.984
 Saturno 120.536
 Urano 51.118
 Netuno 49.528
 SOMA 387.943
 Dmax Terra-Lua 406.720

E é isso o que proponhe o vídeo abaixo, que acelera o tempo e simula um impossível balé cósmico, com os mundos mais conhecidos a desfilar no céu ainda mais próximos de nós que a Lua. Esqueça a influência gravitacional que eles exerceriam sobre nós e todas as implicações da Mecânica Orbital para consumar tais órbitas. Apenas sonhe.  Fim

TELA CHEIA  Imagine observar a “harmonia dos mundos” num enorme “planetário a céu aberto” e ainda sob a proteção do nosso próprio mundo e sua atmosfera! Créditos: Yeti Dynamics.

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