EchoStar-XIV - Relatório de Missão n.º 4

Continuam os preparativos para o lançamento do satélite de comunicações EchoStar-XIV a partir do Cosmódromo GIK-5 Baikonur.
No interior das instalações do edifício de processamento de carga MIK 92A-50 procedeu-se no dia 8 de Março á acoplagem do satélite EchoStar-XIV com a estrutura de fixação que por sua vez foi acoplada com o estágio superior Briz-M. No dia 9 de Março o conjunto constituído pelo estágio Briz-M (93514) e pelo satélite foi colocado no interior da carenagem de protecção, constituindo-se assim a Unidade Orbital. Esta será transportada para o edifício de integração e montagem do foguetão lançador sendo acoplada com os estágios inferiores do foguetão 8K82KM Proton-M (99514) no qual foram hoje levados a cabo os procedimentos finais de preparação.
O lançamento do EchoStar-XIV está previsto para ter lugar às 1827UTC do dia 20 de Março de 2010 e será levado a cabo por um foguetão 8K82KM Proton-M utilizando um estágio superior Briz-M.
As imagens mostram a constituição do Módulo Orbital com a colocação do conjunto Briz-M/EchoStar-XIV no interior da carenagem de protecção.



Preparativos para o lançamento do Discovery

Os sete astronautas que irão participar na missão STS-131 levaram a cabo no Centro Espacial Kennedy o denominado Terminal Countdown Demonstration Test (TCDT) que incluiu sessões de treino no sistema de emergência da plataforma de lançamento LC-39A, sessões de condução do veículo blindado M-113 e uma contagem decrescente simulada.
A missão STS-131, também denominada ISS-19A, é uma missão logística à estação espacial internacional ISS que será levada a cabo pelo vaivém espacial OV-103 Discovery e prevista para ser lançada a 5 de Abril de 2010. A bordo do porão de carga do vaivém espacial encontra-se o módulo logístico MPLM (Multi-Purpose Logistics Module) Leonardo no qual serão transportados vários contentores com mantimentos, peças sobressalentes e experiências para a ISS. Durante a missão serão levadas a cabo actividades para a remoção e substituição de um tanque de amoníaco no exterior da estação e a recuperação de uma placa Lightweight Adapter Plate Assembly (LWAPA) localizada no módulo europeu Columbus.
A bordo do Discovery estarão sete astronautas: Alan Poindexter, Comandante do Discovery na sua segunda missão espacial, James Dutton, Piloto na sua primeira missão espacial, Richard Mastracchio, Especialista de Missão na sua terceira missão espacial, Dorothy M. Metcalf-Lindenburger, Especialista de Missão / Educadora na sua primeira espacial,Stephanie Wilson, Especialista de Missão no seu terceio voo, Naoko Yamazaki,astronauta japonesa Especialista de Missão no seu primeiro voo, e Clayton Anderson, Especialista de Missão no seu segundo voo espacial.
Como facto curioso esta é a última missão do programa do vaivém espacial a transportar astronautas novatos.
Durante a missão estão previstas três actividades extraveículares que serão levadas a cabo pelos astronautas Clayton Anderson e Richard Mastracchio respectivamente no 5º, 7º e 9º dia de voo. A primeita saída será destinada a mover o tanque de amoníaco do porão de carga do Discovery utilizando o Canadarm2 para o colocar provisoriamnete no sistema de transporte da estação. A segunda actividade extraveícular será destinada a remover o velho depósito de amoníaco na estrutura S1 e armazená-lo temporariamente num carrinho CETA. O novo depóstivo será então instaladona estrutura S1 e o velho depósito transferido para o sistema de transporte da ISS, sendo posteriormente colocado no porão de carga do Discovery na terceira saída para o espaço. Nesta terceira actividade extraveícular os dois astronautas irão levar a cabo algumas tarefas de manutenção no sistema de fixação do Canadarm2 e irão remover a placa LWAPA do módulo Columbus, armazenando-a de seguida no porão de carga do vaivém.




EchoStar-XIV - Relatório de MIssão n.º 3

No Cosmódromo GIK-5 Baikonur continuam os preparativos para o lançamento do satélite de comunicações EchoStar-XIV.
No dia 5 de Março foram levados a cabo com sucesso os procedimentos para o abastecimento dos tanques de alta pressão do estágio superior Briz-M (93514) com os propolentes e gases de pressurização necessários para as suas manobras orbitais. O estágio foi posteriormente transportado de volta para o edifício de integração e montagem MIK 92A-50.
O lançamento do EchoStar-XIV está previsto para ter lugar às 1827UTC do dia 20 de Março de 2010 e será levado a cabo por um foguetão 8K82KM Proton-M utilizando um estágio superior Briz-M.
As imagens mostram a chegada a Baikonur do avião de carga que transportou o contentor no qual viajava o satélite EchoStar-XIV, bem como um pôr-do-Sol no cosmódromo.



O que é que a China colocou em órbita
No espaço de análise internacional decorre uma interessante discussão acerca do último lançamento orbital da China.
No passado dia 5 de Março a China lançou o satélite YaoGan Weixing-9 que, segundo as autoridades chinesas, é um satélite de detecção remota. Porém, ao se proceder à análise dos objectos em órbita resultantes deste segundo lançamento chinês em 2010, verifica-se a presença de vários objectos que parecem operacionais ao contrário dos usuais detritos que surgem após um lançamento deste tipo.
De facto, verificando-se os parâmetros orbitais nota-se uma semelhança com os parâmetros orbitais usualmente associados aos satélites NOSS norte-americanos. Estes satélites, usualmente lançados em tripletos, são utilizados para vigilância naval electrónica. Curiosamente, parece que defacto o satélite YaoGan Weixing-9 será na realidade um conjunto de três satélites (um veículo principal e dois sub-satélites).
Certamente que as autoridades chinesas não irão revelar a natureza destes veículos. Tal como acontecia com a União Soviética e a intensiva utilização da designação "Cosmos" para identificar milhares de satélites, talvez a designação "YaoGan" tenha a mesma utilização por parte da China.
Nesta altura só nos resta esperar pelas observações dos entusiastas que todas as noites observam as órbitas e a passagem de inúmeros satélites e tentar perceber a movimentação destes novos objectos em órbita, ficando no entanto «em órbita» a questão "O que terá a China colocado em órbita?".
2010-009 CZ-4C Chang Zheng-4C (CZ4C-5) * YG-9 YaoGan Weixing-9

A China levou a cabo o lançamento do satélite de detecção remota YG-9 YaoGan Weixing-9 (遥感卫星九号). O lançamento teve lugar às 0455UTC do dia 5 de Março de 2010 e foi levado a cabo por um foguetão CZ-4C Chang Zheng-4C (CZ4C-5) a partir do Complexo de Lançamento SLS-2 do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. Esta foi a primeira utilização de um foguetão CZ-4C desde Jiuquan, demonstrando assim a versatilidade do complexo de lançamento.
Segundo fontes chinesas, o novo satélite será utilizado para "propósitos científicos, análise dos solos, estimativa de colheitas agrícolas e monitorização de desastres naturais."Porém, os analista ocidentais crêem que estes satélites são na realidade satélite de observação e reconhecimento militar.

O lançamento anterior desta série, o YG-8 YaoGan Weixing-8, teve lugar a 15 de Dezembro de 2009 a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan utilizando um foguetão CZ-4C.
Imagens anteriores da transferência do módulo orbital desde o edifício de integração de carga para a plataforma de lançamento, levantaram algumas questões sobre a natureza da carga a bordo. As dimensões da carenagem de protecção são excepcionalmente maiores se comparadas com lançamentos anteriores da mesma série, levantando questões sobre a possibilidade da presença de mais de um satélite a bordo ou o lançamento de um novo tipo de satélite.

Este foi o 4694º lançamento orbital levado a cabo desde 4 de Outubro de 1957, sendo o 124º lançamento orbital da China (2º em 2010) e o 43º lançamento orbital a ter lugar desde Jiuquan (1º em 2010).
A seguinte lista mostra o total de lançamentos previstos para cada polígono de lançamento em 2010. O primeiro número indica os lançamentos realizados, enquanto que o segundo número indica os lançamentos previstos. Quando surgir algum número entre parêntesis quererá indicar um lançamento falhado incluído nos lançamentos já realizados. os números serão actualizados à medida que se verificarem alterações.
GIK-5 Baikonur (Rússia / ILS / Kosmotras) - 4 / 32
GIK-1 Plesetsk (Rússia / Eurockot) - 0 / 9
Dombarovskiy (Rússia / Kosmotras) - 0 / 4
Cabo Canaveral AFS (EUA / ULA / SpaceX) - 2 / 17
Centro Espacial Kennedy (EUA) - 1 / 5
MARS White Sands - 0 / 1
Vandenberg AFB (EUA / ULA) - 0 / 8
Kodiak (EUA) - 0 / 2
Ilha de Omelek (SpaceX) - 0 / 2
Jiuquan (China) - 1 / 4
Xi Chang (China) - 1 / 13
Taiyuan (China) - 0 / 5
Tanegashima (Japão) - 0 / 2
CSG Kourou (Arianespace) - 0 / 9
Satish Dawan SHAR (Índia) - 0 / 9
Semnan (Irão) - 0 / 1
Naro (Coreia do Sul) - 0 / 1
Palmachin - 0 / 1


2010-008 Delta-IV Medium+(4,2) (D348) * GOES-P

A ULA (United Launch Alliance) levou a cabo o lançamento do satélite meteorológico GOES-P para a NASA / NOAA. O lançamento teve lugar às 2357:00,334UTC do dia 4 de Março de 2010 e foi levado a cabo por um foguetão Delta-IV Medium+(4,2) a partir do Complexo de Lançamento SLC-37B do Cabo Canaveral, Florida.
O lançamento foi atrasado em 40 minutos devido a problema técnicos e meteorológicos.
O GOES-P é o mais recente satélite desenvolvido pela NASA para auxiliar os meteorologistas e cientístas do clima norte-americanos. Os satélites GOES fornecem as imagens do clima tão familiares, proporcionando uma cobertura quase contínua a nível de imagem e detecção remota, permitindo assim aos meteorologistas melhor medir as alterações na temperatura atmosférica e na distribuição de humidade, permitindo assim um aumento na fiabilidade das suas previsões. A informação ambiental fornecida por estes satélites é utilizada num sem número de aplicações, incluindo monitorização do estado do tempo e modelos de previsão.
O NASA Launch Services Program no Centro Espacial Kennedy suporta o lançamento num papel consultivo. A gestão do programa da NASA para o GOES-P é da responsabilidade do Centro de Voo Espacial Goddard. Após o lançamento, e uma vez terminada a verificação orbital por parte da Boeing e da NASA, o satélite será transferido para a NOAA e rebaptizado GOES-15.


Este foi o 4693º lançamento orbital levado a cabo desde 4 de Outubro de 1957, sendo o 1383º lançamento orbital dos Estados Unidos (3º em 2010) e o 592º lançamento orbital a ter lugar desde o Cabo Canaveral (2º em 2010).
A seguinte lista mostra o total de lançamentos previstos para cada polígono de lançamento em 2010. O primeiro número indica os lançamentos realizados, enquanto que o segundo número indica os lançamentos previstos. Quando surgir algum número entre parêntesis quererá indicar um lançamento falhado incluído nos lançamentos já realizados. os números serão actualizados à medida que se verificarem alterações.

GIK-5 Baikonur (Rússia / ILS / Kosmotras) - 4 / 32
GIK-1 Plesetsk (Rússia / Eurockot) - 0 / 9
Dombarovskiy (Rússia / Kosmotras) - 0 / 4
Cabo Canaveral AFS (EUA / ULA / SpaceX) - 2 / 17
Centro Espacial Kennedy (EUA) - 1 / 5
MARS White Sands - 0 / 1
Vandenberg AFB (EUA / ULA) - 0 / 8
Kodiak (EUA) - 0 / 2
Ilha de Omelek (SpaceX) - 0 / 2
Jiuquan (China) - 0 / 4
Xi Chang (China) - 1 / 13
Taiyuan (China) - 0 / 5
Tanegashima (Japão) - 0 / 2
CSG Kourou (Arianespace) - 0 / 9
Satish Dawan SHAR (Índia) - 0 / 9
Semnan (Irão) - 0 / 1
Naro (Coreia do Sul) - 0 / 1
Palmachin - 0 / 1
Imagens: ULA / NASA
Discovery transportado para a plataforma de lançamento

O vaivém espacial OV-103 Discovery foi transportado para a Plataforma de Lançamento LC-39A do Centro Espacial Kennedy em preparação para o seu lançamento que está previsto para o dia 5 de Abril.





TianGong-1 em órbita no próximo ano

Em 2011 a China irá colocar em órbita um módulo espacial não tripulado, o TG-1 TianGong-1, referiu uma fonte governamental chinesa.
Qi Faren, Desenhador Chefe das cápsulas espaciais Shenzhou, referiu que a China planeia lançar a Shenzhou-8, Shenzhou-9 e Shenzhou-10 nos próximos dois anos para acoplarem com o TianGong-1.
Qi, um membro do 11º Comité Nacional da Conferência Política Consultiva da China, fez estas referências à margem da sessão anual do principal corpoconsultivo nacional.
Com uma massa de 8.500 kg, o TianGong-1 será capaz de levar a cabo operações a longo termo que serão essenciais para a futura construção de uma estação espacial.

Vídeo do lançamento do Cosmos 2459, Cosmos 2460 e Cosmos 2461
2010-007 8K82KM Proton-M/DM-2 * Cosmos 2459, Cosmos 2460, Cosmos 2461

A Rússia levou a cabo o lançamento de três novos satélites para o seu sistema de navegação GLONASS. O lançamento teve lugar às 2119:44UTC do dia 1 de Março de 2010 e foi levado a cabo por um foguetão 8K82KM Proton-M/DM-2 (53540/116L) a partir da Plataforma de Lançamento PU-24 do Complexo de Lançamento LC81 do Cosmódromo GIK-5 Baikonur, Cazaquistão.
A separação do estágio Blok DM-2 do terceiro estágio do foguetão lançador ocorreu às 2129:30UTC com a primeira queima do estágio superior a ter lugar entre as 2155:59UTC e as 2202:15UTC. A segunda e última queima ocorria entre as 0049:02UTC do dia 2 de Março e as 0051:36UTC. A separação entre os três satélites e o estágio Blok DM-2 ocorreu pelas 0051:51UTC.
Os satélites receberão as designações Cosmos 2459, Cosmos 2460 e Cosmos 2461, sendo os números 31, 32 e 35 do sistema GLONASS-M.
O sistema GLONASS
O sistema GLONASS (ГЛОНАСС - Глобалная навигационная спутниковая система - GLObalnaya NAvigationnaya Sputnikovaya Sistema) é um sistema de radionavegação por satélite que permite a um número ilimitado de utilizadores obterem dados de navegação tridimensionais sobre quaisquer condições atmosféricas, medição de velocidade e dados de temporização em qualquer zona do globo ou do espaço junto à Terra.
O sistema GLONASS permite a gerência do tráfego naval e aumento da segurança, serviços de cartografia e geodesia, monitorização do transporte pelo solo, sincronização das escalas de tempo entre diferentes objectos, monitorização ecológica e organização de operações de busca e salvamento.
O sistema GLONASS é dirigido para o Governo da Federação Russa pelas Forças Espaciais Russas (operador do sistema) e providencia benefícios significativos às comunidades de utilizadores civis através de várias aplicações. O sistema GLONASS possui dois tipos de sinais de navegação: o sinal standard de navegação precisa (SP) e o sinal de navegação de alta precisão (HP). Os serviços de temporização e posicionamento pelo sinal SP estão disponíveis a todos os utilizadores civis de um modo contínuo, sendo fornecidos em todo o planeta e providenciando a capacidade de obter uma localização horizontal com uma precisão de entre 57 metros a 70 metros (probabilidade de 99,7%) e uma precisão de localização vertical de 70 metros (probabilidade 99,7%). A precisão da medição dos componentes dos vectores de velocidade é de 15 cm/s (probabilidade de 99,7%). Estas características podem ser significativamente melhoradas utilizando modos de navegação diferencial e métodos especiais de medição.
Para obter dados de localização tridimensional, medições de velocidade e dados de temporização, o sistema GLONASS utiliza sinais rádio que são continuamente transmitidos pelos satélites.
Cada satélite transmite dois tipos de sinais (SP e HP). O sinal L1 de SP tem um acesso múltiplo na frequência de divisão em banda L: L1 = 1602 MHz + n * 0,5625 MHz, onde "n" é o número do canal de frequência (n = 1, 2, 3,...). Isto significa que cada satélite transmite um sinal na sua própria frequência que difere de outras frequências de outros satélites. Porém, alguns satélites possuem as mesmas frequências mas esses satélites estão localizados em posições antipodais dos planos orbitais e não aparecem no mesmo horizonte do utilizador. O receptor GLONASS recebe automaticamente os sinais de navegação de pelo menos quatro satélites e mede as suas pseudo-localizações e velocidades. Simultaneamente selecciona e processa a mensagem de navegação dos satélites. O computador do GLONASS processa todos os dados e calcula três coordenadas, três componentes de velocidade e o tempo preciso.
O sistema GLONASS é composto por duas partes principais: a constelação de satélites GLONASS e o complexo de controlo terrestre. A constelação de satélites GLONASS (fabricados pelo Centro de Mecânica Aplicada Reshetnev) completa é composta por 24 veículos em órbita, distribuídos por três planos orbitais cujos nodos ascendentes estão localizados a 120º de cada um. Cada plano orbital possui oito satélites com argumentos de latitude separados em 45º. Para além disso os planos estão separados 15º em latitude.

Cada satélite GLONASS opera numa órbita circular com uma altitude de 19.100 km e uma inclinação orbital de 64,8º, completando cada satélite uma órbita em 11 horas e 15 minutos. O espaçamento entre as órbitas é determinado para que um mínimo de cinco satélites esteja no horizonte de cada utilizador em qualquer parte do globo terrestre. Com uma geodesia adequada a constelação GLONASS permite uma navegação global e contínua. Cada satélite transmite um sinal numa radiofrequência que contém dados de navegação (efeméride da transmissão, alteração do tempo do satélite relativo ao sistema de tempo GLONASS e à hora UTC, marcadores de tempo, e almanaque GLONASS) para os seus utilizadores.
O sistema GLONASS é operado pelo GCC (Ground-based Control Complex). O GCC consiste no SCC (System Control Center) localizado em Krasnoznamensk, região de Moscovo, e várias estações de comando CTS (Command Tracking Stations) espalhadas pela Rússia. As estações CTS observam os satélites GLONASS e obtêm dados de telemetria provenientes dos sinais dos satélites. A informação do CTS é processada no SCC para determinar a hora do satélite e o seu estado orbital, além de actualizar a informação de navegação de cada veículo. Esta informação actualizada é transmitida ao satélite via CTS que também é utilizado para transmitir a informação de controlo. Os dados de detecção do CTS são periodicamente calibrados utilizando dispositivos de detecção a laser nas estações QOTS (Quantum Optical Tracking Stations). Cada satélite transporta reflectores laser para este propósito. A sincronização de todo o processo no sistema GLONASS é muito importante para a sua operacionalidade. Existem um sincronizador central no GCC para este efeito. O sincronizador central é um relógio de hidrogénio atómico de alta precisão que origina a escala de tempo GLONASS. As escalas de tempo a bordo (tendo por base relógio atómicos de césio) de todos os satélites GLONASS estão sincronizadas com o tempo UTC registado em Mendeleevo, região de Moscovo.
O foguetão 8K82KM Proton-M/DM-2
Tal como o 8K82K Proton-K, o 8K82KM Proton-M é um lançador a três estágios podendo ser equipado com um estágio superior Briz-M ou então utilizar os usuais estágios Block DM. As modificações introduzidas no Proton incluem um novo sistema avançado de aviónicos e uma ogiva com o dobro do volume em relação ao 8K82K Proton-K, permitindo assim o transporte de satélites maiores. Em geral este lançador equipado com o estágio Briz-M, construído também pela empresa Khrunichev, é mais poderoso em 20% e tem maior capacidade de carga do que a versão anterior equipada com os estágios Block DM construídos pela RKK Energiya.
O 8K82KM Proton-M/DM-2 em geral tem um comprimento de cerca de 57,0 metros, um diâmetro de 7,4 metros e um peso de 712800 kg. É capaz de colocar uma carga de 21000 kg numa órbita terrestre baixa a 185 km de altitude ou 2920 kg numa órbita de transferência para a órbita geossíncrona, desenvolvendo para tal no lançamento uma força de 965580 kgf. O Proton-M é construído pelo Centro Espacial de Pesquisa e Produção Estadual Khrunichev.

O primeiro estágio Proton KM-1 tem um peso bruto de 450400 kg, pesando 31000 kg sem combustível. É capaz de desenvolver uma força de 1074000 kgf no vácuo, tendo um Ies de 317 s (o seu Ies-nm é de 285 s) e um Tq de 108 s. Este estágio tem um comprimento de 21,0 metros e um diâmetro de 7,4 metros. Tem seis motores RD-253 (14D14) e cada um tem um peso de 1300 kg e desenvolvem 178000 kgf (em vácuo), tem um Ies de 317 s e um Ies-nm de 285 s. O Tq de cada motor é de 108 s. Consomem N2O4/UDMH e foram desenhados por Valentin Glushko.
O segundo estágio, 8S811K, tem um peso bruto de 167828 kg e uma massa de 11715 kg sem combustível. É capaz de desenvolver 244652 kgf, tendo um Ies de 327 s e um Tq de 206 s. Tem um diâmetro de 4,2 metros, uma envergadura de 4,2 metros e um comprimento de 14,0 metros. Está equipado com quatro motores RD-0210 (também designado 8D411K, RD-465 ou 8D49). Desenvolvidos por Kosberg, cada motor tem um peso de 566 kg, um diâmetro de 1,5 metros e um comprimento de 2,3 metros, desenvolvendo 59360 kgf (em vácuo) com um Ies de 327 s e um Tq de 230 s. Cada motor tem uma câmara de combustão e consomem N2O4/UDMH.
O terceiro estágio, Proton K-3, tem um peso bruto de 50747 kg e uma massa de 4185 kg sem combustível. É capaz de desenvolver 64260 kgf, tendo um Ies de 325 s e um Tq de 238 s. Tem um diâmetro de 4,2 metros, uma envergadura de 4,2 metros e um comprimento de 6,5 metros. Está equipado com um motor RD-0212 (também designado RD-473 ou 8D49). Desenvolvido por Kosberg, o RD-0212 tem um peso de 566 kg, um diâmetro de 1,5 metros e um comprimento de 2,3 metros, desenvolvendo 62510 kgf (em vácuo) com um Ies de 325 s e um Tq de 230 s. O motor tem uma câmara de combustão e consome N2O4/UDMH.
O estágio, Block DM-2 (também designado 11S861 e que difere do Block DM2), tem um peso bruto de 17300 kg e uma massa de 2300 kg sem combustível. É capaz de desenvolver 8670 kgf (85020 kN), tendo um Ies de 352 s e um Tq de 600 s. Tem um diâmetro de 3,70 metros e um comprimento de 7,10 metros. Está equipado com um motor RD-58M (também designado 11D58M) que consome querosene e oxigénio líquido. Tem um peso de 230 kg e desenvolve 8525 kgf em vácuo (83400 kN) com um Ies de 353 s e um Tq de 680 s.
O primeiro lançamento do foguetão 8K82KM Proton-M/DM-2 teve lugar a 25 de Dezembro de 2007 (1932:34UTC) quando o veículo 53528 utilizando o estágio DM-2 (109L) colocou em órbita os satélites de navegação Cosmos 2434, Cosmos 2435 e Cosmos 2436 a partir do Cosmódromo GIK-5 Baikonur (LC81 PU-24).

Este foi o 4692º lançamento orbital levado a cabo desde 4 de Outubro de 1957, sendo o 2859º lançamento orbital da Rússia (4º em 2010) e o 1247º lançamento orbital a ter lugar desde o Cosmódromo GIK-5 Baikonur (4º em 2010).

A seguinte lista mostra o total de lançamentos previstos para cada polígono de lançamento em 2010. O primeiro número indica os lançamentos realizados, enquanto que o segundo número indica os lançamentos previstos. Quando surgir algum número entre parêntesis quererá indicar um lançamento falhado incluído nos lançamentos já realizados. os números serão actualizados à medida que se verificarem alterações.
GIK-5 Baikonur (Rússia / ILS / Kosmotras) - 4 / 33
GIK-1 Plesetsk (Rússia / Eurockot) - 0 / 5
Vostochniy (Rússia) - 0 / 1
Dombarovskiy (Rússia / Kosmotras) - 0 / 3
Cabo Canaveral AFS (EUA / ULA / SpaceX) - 1 / 17
Centro Espacial Kennedy (EUA) - 1 / 5
Vandenberg AFB (EUA / ULA) - 0 / 9
Kodiak (EUA) - 0 / 2
Ilha de Omelek (SpaceX) - 0 / 2
Jiuquan (China) - 0 / 3
Xi Chang (China) - 1 / 13
Taiyuan (China) - 0 / 6
Tanegashima (Japão) - 0 / 2
CSG Kourou (Arianespace) - 0 / 9
Satish Dawan SHAR (Índia) - 0 / 9
Semnan (Irão) - 0 / 1
Naro (Coreia do Sul) - 0 / 1
Palmachin - 0 / 1
Imagem: Roscosmos


