Doze homens e uma conspiração – 11

Eugene Cernan

EUGENE CERNAN, O 11º HOMEM

Nascido em 14 de março de 1934 em Chicago, Eugene Andrew Cernan esteve no espaço em três ocasiões, como copiloto da Gemini 9 (1966), como piloto do Módulo Lunar da Apollo 10 (1969), que apenas sobrevoou a Lua, e finalmente como comandante da Apollo 17, em dezembro de 1972, quando executou o pouso.

Por ser comandante, Cernan foi o último a entrar no módulo para a viagem de volta a Terra, sendo suas pegadas as últimas deixadas por um ser humano na superfície de outro mundo, 44 anos atrás.

Durante a missão, Cernan e seu companheiro Harrison Schmitt passaram 22 horas do lado de fora da nave, explorando e executando tarefas na superfície lunar.

Este foi apenas um dos recordes da missão (para efeito de comparação, Neil Armstrong e Edwin Aldrin passaram apenas duas horas fora da cápsula durante a missão Apollo 11). Também quebraram recorde de quantidade de rochas coletadas e dirigiram por mais de 35 km com o jipe lunar.

Sim, eu fui o último homem a caminhar na Lua, e isso é uma honra muito duvidosa e frustrante”, disse Cernan uma vez, “já faz um tempo muito longo”.

Depois da Apollo 11 foram realizadas mais cinco viagens tripuladas para a Lua. Cada uma levava três astronautas, sendo que apenas dois desciam até a superfície.

Como a Apollo 13 não atingiu seu objetivo, foram ao todo doze homens que caminharam na Lua (missões Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17) entre julho de 1969 e dezembro de 1972.

Até hoje não houve outras viagens tripuladas para a Lua. E há os que pensam que nunca houve nenhuma.

Teriam sido fruto do jogo de propaganda da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética.

Um descrédito que só sobrevive graças a mania de conspiração dos próprios cidadãos norte-amercianos e, sobretudo, a falhas no aprendizado de Ciências e História. Senão vejamos…

Câmeras móveis

Dúvida
Algumas vezes, uma câmera segue os dois astronautas, movendo-se para rastreá-los na superfície lunar. Ela ainda aumenta o zoom para enquadrá-los melhor. Mas quem poderia estar fazendo esses ajustes na câmera?

Em filmagens do Módulo Lunar (LM) decolando da Lua, percebemos claramente que a câmera o acompanha e faz zoom (veja o vídeo a seguir). Como isso seria possível?

Conspiração
Com a tecnologia disponível na época é claro que isso não era possível. Aqui está mais uma evidência de como as pessoas foram e são manipuladas até hoje para acreditar que seres humanos estiveram mesmo na Lua.

Realidade
Desprezo ao passado é uma das causas mais comuns da ignorância no presente. Câmeras de filmar operadas remotamente são uma invenção de 1942 e o primeiro sistema foi projetado e instalado em Peenemünde, Alemanha, para observar o lançamento de foguetes V-2 por controle remoto.


A ÚLTIMA DECOLAGEM  (Apollo 17) vista por uma câmera operada remotamente da Terra (CCTV camera). No vídeo, repare ainda que não há chama visível no módulo. Muitas combinações de combustível não produzem chamas visíveis, especialmente no vácuo e sem umidade.

Como sistema de segurança, algo tão comum nos dias de hoje, essas câmeras por controle remoto foram usadas pela primeira vez em uma loja em Norfolk, Inglaterra, no ano de 1955. Imagens em preto e branco foram obtidas na Lua em 1969 e coloridas em 1971. Sem mistério.

Foto extraída de moonlandinghoax.org
A sala de controle remoto da operação de câmeras (Console INCO) em Houston, EUA.


Astronauta sem sombra
Apollo 16
SAUDANDO a bandeira (Apollo 16). Foto da NASA.

Dúvida
Numa famosa foto da missão Apollo 16, o comandante John Young aparece sem sombra, enquanto o módulo lunar, por trás dele, claramente projeta um sombra para a direita (foto). Como isso é possível?

Conspiração
Apenas mais um indício, entre tantos, da falsificação grosseira das imagens dos astronautas na Lua. Provas inquestionáveis de que tudo não passou de uma grande farsa.

Realidade
A sombra do astronauta pode ser vista, sim, à direita dele. Mas por que não começa aos seus pés, como seria de se esperar? Porque a foto é um instantâneo de um salto.

Isso mesmo! John Young não estava tocando o chão no exato momento da foto. Ele está no meio de um salto, que nos bastidores da missão Apollo ficou conhecido como “saudação à bandeira”. O vídeo abaixo, obtido de outro ângulo por uma câmera montada no LM, deixa isso bem claro.


Fotógrafo oculto
Apollo 12
ASTRONAUTA Alan Bean (Apollo 12). Foto da NASA.

Dúvida
Se apenas dois homens caminharam na Lua durante cada missão Apollo, como pode haver fotografias em que um astronauta aparece refletido no visor do outro. Quem tirou tal foto?

Conspiração
Evidência de que tudo foi montado aqui mesmo na Terra. A foto foi tirada por um cinegrafista no estúdio onde a farsa foi montada, de modo a mostrar os dois astronautas, o segundo refletido no visor do primeiro.

Realidade
Câmeras estavam presas à frente dos trajes espaciais dos astronautas das missões Apollo, de modo a deixar suas mãos livres.

A imagem da Apollo 12 usada para ilustrar essa conspiração mostra o astronauta Alan Bean fotografado por Pete Conrad (acima).

Observe a foto original em boa resolução e note a câmera de Bean montada em seu peito. Melhor ainda, observe com atenção para o reflexo de Conrad no visor de Bean e você verá a câmera de Conrad, que ele opera com a mão direita.

É incrível, mas todos esses são mesmo considerados “argumentos” para defender a ideia de que as viagens tripuladas à Lua nunca aconteceram…

Continua…

 

Doze homens e uma conspiração
Moon Landing Conspiracy  

» Referências (fontes consultadas):
Moving Cameras In: Astronomy Roadshow. Disponível em <http://www.moonlandinghoax.org/19.html>. Acesso em 27 jul 2015.
Photo Analysis – jump salute In: Moon Base Clavius. Disponível em <http://www.clavius.org/jumpsal.html>. Acesso em 27 jul 2015.
AS16-113-18339 – Apollo Imagery In: NASA Human Space Fligh. Disponível em <http://spaceflight.nasa.gov/gallery/images/apollo/apollo16/html/as16-113-18339.html>. Acesso em 27 jul 2015.

» Publicação em mídia impressa:
• Costa, J. R. V. Doze homens e uma conspiração. Tribuna de Santos, Santos, 27 nov 2006. Caderno de Ciência e Meio Ambiente, p. D-2.

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