Hora universal


Hora no meridiano zero (UTC): 5:25 de 23 de agosto de 2014

 HORÁRIO OFICIAL BRASILEIRO  HORA LEGAL DE PORTUGAL  
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No início, até mesmo os relógios mecânicos eram acertados pelo tempo fornecido pelos relógios de Sol. A hora comum, no entanto, aquela usada em nosso cotidiano, não se baseia inteiramente no Sol. A velocidade da Terra em seu movimento de translação não é constante, e por isso a duração dos dias solares é desigual.

Foi preciso imaginar um “Sol fictício”, que produzia dias iguais durante todo o ano. Esse corpo, também chamado Sol médio, percorre sobre o equador celeste espaços iguais em tempos iguais. Apenas por praticidade, começamos a contar o dia solar médio quando o Sol médio atinge a chamada culminação inferior. Em outras palavras, quando é meia-noite.

Progresso e hora certa
MAS, AFINAL, A DIFERENÇA ENTRE O TEMPO SOLAR VERDADEIRO e aquele produzido pelo Sol médio não passa de 17 minutos. Uma defasagem que foi imperceptível para o dia-a-dia da humanidade durante muitos séculos. Até que, nas primeiras décadas do século XIX, surgiram as estradas de ferro.

Antes os viajantes nem se davam conta que ao chegar a um destino longínquo a hora do lugar era diferente. A precisão dos horários de partida e chegada se confundia com as irregularidades dos mecanismos dos relógios da época, mais a lentidão dos meios de transporte movidos a tração animal.

As ferrovias mudaram tudo. Agora era possível se locomover com relativa rapidez por quase toda a Europa e ir de costa a costa dos Estados Unidos. Para resolver – parcialmente – o problema dos horários surgiram as horas nacionais.

Porém, cada país tinha a sua – e isso não ajudava muito. Era preciso uma padronização. E foi a Inglaterra o primeiro país a adotá-la (embora Estados Unidos e Canadá disputem até hoje essa primazia). Não foi nada fácil. Política, religião e orgulho nacional puseram de lado argumentos científicos, numa disputa que envolveu até mesmo o Brasil.

Uma conferência internacional em 1884 tratou de escolher um meridiano de partida que servisse a todas as nações do mundo. Conta-se que o Imperador Pedro II orientou o diretor do Observatório do Rio de Janeiro, representante do Brasil, a votar em favor do meridiano zero que passava por Paris. No final, Greenwich, na Inglaterra, foi escolhido quase por unanimidade. O Brasil se absteve do voto.

Meridiano zero
A HORA MÉDIA DE GREENWICH (Greenwich Mean Time ou GMT) foi utilizado como padrão mundial de tempo até 1986, quando surgiu o Tempo Universal Coordenado (Coordinated Universal Time ou UTC), que é baseado em padrões atômicos em vez da rotação da Terra.

O UTC é o padrão internacional de tempo usado atualmente e mantido pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas. Mas zero hora UTC ainda corresponde, aproximadamente, à meia-noite no meridiano de Greenwich, Inglaterra.

24 fusos
OS FUSOS HORÁRIOS SÃO AS FAIXAS DE 15° DE LARGURA correspondentes a um intervalo de tempo de uma hora que partem do meridiano que passa por Greenwich. Os fusos orientais são precedidos do sinal + para indicar que as horas se adiantam para Leste, ocorrendo o oposto para os fusos ocidentais (a Oeste de Greenwich).

Representação dos 24 fusos horários.

   MAPA DOS FUSOS HORÁRIOS - ATUALIZADO!
  Clique aqui para baixar um mapa-mundi colorido (2810 x 1536 pixels) com as zonas horárias padrão.
  Arquivo compactado (.zip) 842 kb. Downloads até agora: 

Uma lei sancionada em 2008 alterou o número de fusos horários brasileiros de quatro para três. Com a mudança, todo o estado do Pará ficou com a mesma hora do Distrito Federal, assim como todos os municípios do Amazonas e do Acre passaram a ficar somente uma hora atrás do fuso de Brasília. Os fusos brasileiros agora são UTC – 2 (ilhas oceânicas), UTC – 3 (Brasília) e UTC – 4.

Durante o horário de verão adiciona-se uma hora, de modo que cada localidade passa a ter uma nova correção em relação ao UTC, conforme a tabela abaixo. Em Portugal, a hora certa é sempre igual ao próprio UTC, exceto nos períodos em que o horário de verão está em vigor.

Opções  
       

Publicação em periódico impresso:
• Costa, J. R. V. Hora Universal. Tribuna de Santos, Santos, 9 mai. 2005. Caderno de Ciência e Meio Ambiente, p. D4.



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• Última atualização em 13/07/2012 às 11h44min.
   

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