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Os Eclipses Solares

JOSÉ ROBERTO V. COSTA
Astronomia no Zênite
O Universo é tudo para nós

DA MESMA FORMA QUE COM O BRAÇO ESTENDIDO À FRENTE DO CORPO podemos encobrir o Sol no horizonte apenas com o dedo polegar, a Lua, em seu movimento em torno da Terra, pode nos ocultar o astro-rei por alguns minutos. São os chamados eclipses do Sol.

Cuidado: nunca olhe diretamente para o Sol.

Para que ocorra um eclipse solar é necessário que a Lua esteja exatamente entre a Terra e o Sol. Se o nosso satélite girasse no mesmo plano da órbita terrestre haveria eclipses todos os dias de Lua Nova. Como isso não acontece, é preciso que a Lua Nova coincida com a passagem pelos nodos, que são as interseções do plano da órbita da Terra com o plano da órbita lunar.

  A Terra e a Lua em escala 

Como a Lua é cerca de 49 vezes menor que a Terra, sua sombra é incapaz de envolver todo o nosso planeta. Durante um eclipse solar uma região oval de escuridão com cerca de 160 km de largura por 600 km de comprimento toca a superfície terrestre e, à medida que a Terra gira e avança pelo espaço, a sombra varre o planeta com uma velocidade de aproximadamente 1.800 km/h.

Apenas as populações situadas no interior da faixa percorrida pela sombra têm a oportunidade de assistir a um dos mais belos e impressionantes fenômenos celestes. O escurecimento total é de tal ordem que se pode avistar as estrelas mais brilhantes. Todavia, não demora mais que 7 minutos e meio. Próximo à faixa de sombra, na região conhecida como penumbra, o fenômeno é parcial.

Eclipse anular

Durante um eclipse do Sol também pode ocorrer que a Lua se encontre tão afastada da Terra que não consiga encobrir todo o disco solar, deixando escapar um anel de luz visível. Daí porque esse tipo de eclipse do Sol recebe o nome de anular.

A cada ano ocorrem pelo menos dois eclipses, sendo nesse caso os dois solares. Após 18 anos e 11 dias eles voltam a ocorrem numa mesma seqüência. É o período de Saros, que já era conhecido na antiga civilização dos Caldeus. Em cada Saros ocorrem 70 eclipses, sendo 41 solares. Para que um eclipse total do Sol volte a ocorrer num mesmo lugar são necessários 360 anos, aproximadamente.


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Referência bibliográfica:
• Mourão, R. R. F. Eclipses, da supertição à previsão matemática. Rio Grande do Sul: Editora Unisinos, 1993. 238 p.


Publicação em periódico impresso:
• Costa, J. R. V. O fascínio dos eclipses solares. Tribuna de Santos, Santos, 16 dez. 2002. Caderno de Ciência e Meio Ambiente, p. D-4.


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• Última atualização em 29/04/2008 às 22h09min.
   

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