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Do pó aos planetas

JOSÉ ROBERTO V. COSTA
Astronomia no Zênite
O Universo é tudo para nós

Era uma vez, há muito, muito tempo, na região periférica da Via-láctea, a nossa galáxia, uma imensa nuvem de gás e poeira interestelar. Era um tipo de nuvem comum naquela região - os braços espiralados da galáxia – rica em elementos pesados, remanescentes da morte de estrelas velhas.

Formação do Sistema SolarCerta vez a nuvem começou a se contrair e a girar, sob efeito da atração gravitacional entre suas próprias partículas. Assim, conforme aumentava a concentração de material e a velocidade de rotação, a nuvem foi pouco a pouco assumindo a forma de um imenso disco achatado.

A temperatura também aumentou, pois as moléculas gasosas colidiam cada vez mais umas com as outras. Era um processo mais evidente nas regiões centrais da grande nuvem, onde a pressão comprimia um número cada vez maior de partículas.

Calor e luz
POR FIM, NO CENTRO DO DISCO de matéria formou-se um corpo tão quente e massivo que, a partir de um certo momento, começaram a ocorrer reações termonucleares em seu interior, dando início a uma abundante produção de energia, espalhando muita luz e calor no espaço ao redor. Assim nasceu o Sol.

Ao redor dele, a poeira e os gases residuais da nuvem ainda giravam velozmente e não podiam cair para o centro. Então agregavam-se, formando um enxame de pequenos glóbulos de matéria quente.

Mas eram todos pequenos demais para se transformar em outros sóis e, ao contrário, permaneceram ligados gravitacionalmente a ele, descrevendo órbitas diversas enquanto apenas resfriavam.

Formação de satélites

Naquela época, houve um longo processo de colisões e interações recíprocas entre os corpos residuais da nuvem. Ninguém escapou ileso. A maioria foi totalmente fragmentada ou acabou sendo engolida pelo jovem Sol. Restaram os

Detalhe da formação de satélites

atuais planetas, e em volta de alguns deles o processo ainda se repetiu em menor escala, formando os seus satélites.

A vida na periferia
ESTA É, EM LINHAS GERAIS, A HISTÓRIA do nosso Sistema Solar, originado a partir de uma nebulosa. Não é uma história nova. Ela foi formulada há mais de três séculos e, apesar dos enormes avanços da Astrofísica, é admitida hoje, com uma ou outra pequena variação, por todos os pesquisadores da Astronomia Planetária.

É sobretudo uma história que não termina aqui. O Sol - hoje uma estrela de meia idade - vai continuar seguindo seu ciclo vital, até que as reações termonucleares de seu interior não mais consigam manter o equilíbrio.

Quando isso acontecer, novas e dramáticas alterações tanto na Terra quanto em todo o sistema planetário irão ocorrer. Será a morte do Sol. Mais uma outra história na bucólica vida que levamos aqui, na periferia da galáxia.


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Referência bibliográfica:
• Astronomia. v 1. Rio de Janeiro: Rio Gráfica, 1985. p. 253-264.


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• Última atualização em 25/09/2009 às 10h33min.
   

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